segunda-feira, 13 de março de 2006

Tem o livro dos sonhos?! Memprestaê!

E eu sonhei, depois de tanto tempo...na verdade apenas me recordei, pela manhã, que havia sonhado. E tive uma sensação boa, mas não sabia contar o sonho a ninguém.
E passei embriagada, metade da manhã, embalada pelos sentimentos do sonho.

Fui me lembrando, de uma cara ou duas, depois de três, mais quatro ou cinco e, na hora do almoço, já era um grupo grande de gente estranha, esquisita, vestida de um jeito sombrio, tomando bebidas escuras, num ambiente soturno. Mais olhavam que falavam e as expressões eram quase o tempo todo de espanto. Outras vezes, os olhares se cruzavam e eles esboçavam um sorriso, que não se confirmava.

Entrava gente normal, saia gente comum e eles lá, chamando atenção pelos tipos irregulares, nenhum parecido com o outro, a não ser pelo ar que destilavam: uma coisa brumosa.

De uma hora para outra, um dos sujeitos solta uma gargalhada sonora, aberta, luminosa, que vai tomando, um a um, aos que estavam naquela mesa. E o ambiente todo se deixa levar e nada mais há de lúgubre. Deixamos de estar num lugar debaixo da terra (eu não tinha dito que era um subsolo úmido? Pois era!) e passamos, num corte cinematográfico, para um alpendre fresco e iluminado. Onde todos andavam seminus e riam-se muito. Uma coisa bem bucólica (ai, que palavra cafona, deusulivre!).

Eu acordei, obviamente, sem saber disso tudo. Tivesse dormido como gente normal, tinha concluído essa mini-novela e não estaria agora me achando uma doida de pedra!

Ah, 'inda tem um detalhe, as caras tornavam-se tooodas conhecidas quando passávamos para o avarandado. É o quê isso?
Sinal de que não devo ter a menor noção de quem são as criaturas quando andam vestidinhas e sérias?
Só reconheço o povo nu e quando anda perdido de riso?

Hum... Faz algum sentido. Venha morar em Brasília que você vai ver lógica nessa análise. Num tô doida assim. Ou tô? hahahahahaha

***

Recebi emails reclamantes da minha abstinência política.

Amores, me economizem e poupem o meu trabalhinho, sim?

E ainda me ajudem a conservar o meu cargo, façavôr!

Da última vez que eu disse que só faltei contratar carro de som e vir dançando frevo de casa até aqui, porque num-sei-quem-lá tinha sido cassado, cês num sabem o tititi que rolou nessas plagas!

Mi-ni-no, eu estranhei que o povo tivesse mesmo tomando conta duma crise deste tamanho e não dando ouvido a uma garota, não muito séria, como vocês podem ver. Chamam de patrulha ideológica isso, né mesmo?

Portanto, querem saber o quê exatamente?
Perguntem por email que, se eu souber, eu respondo, visse?

E me deixem divagar sem compromisso, pufavô!

***

A Lu da Bela (porque nós éramos referência uma da outra! Eu atendia por Bela da Lu!), é minha amiga mais antiga. Quer dizer, é a minha amiga mais velha...não ficou bom...
É o seguinte, eu e ela nos conhecemos desde 1 aninho, quando as nossas mães adoravam ver aquela cena de uma bonitinha moreninha e uma bonitinha loirinha brincando juntas no parquinho da 305 sul. Portanto, lá se vão 33 aninhos, é mole?
Depois estudamos no mesmo colégio, aprontamos muitas, e nem todas tão boas assim, na adolescência. Iniciamos a vida adulta ainda acompanhadas uma pela outra, até que ela resolveu ir embora pros States. Lá, casou uma vez, descasou e casou de novo. Hoje vive feliz da vida, tá gravidíssima e me mandou um email reclamando que eu nunca falei dela aqui. Eu respondi que, mais dia menos dia, eu falaria. E não falei.
Só que ela ainda apostou comigo que o filho dela era homem. Eu disse que era mulher, haja vista a quantidade de moliéres naquela família e, mais do que isso, pela cara que ela ta de mãe de moça.
Pela 1ª ecografia, eu perdi.
A 1ª parte da aposta? Que eu respondesse ao último email via blog...fazer o quê, né? As outras partes são segredos de confessionário.

Cês não precisam ler, to falando sério!

Oi, Lu da Bela!
Eu ainda não botei muita fé nesse exame...cê sabe que esses caras chutam pra caramba, né? Do meu “puruto”, me disseram que era menininha, na 1ª eco tb...depois, t’aqui o cara!
Ainda bem que eu não saí na fúria de fazer enxoval. Portanto, não faça isso tb! Espere a segunda pra ter certeza. Ou saia e compre umas coisas basiquinhas em cores normaizinhas, já que essa moda de menina toda de rosa e menino todo de azul tb não existe!

Eu?
Eu ando vivendo bem e cada vez melhor. Trabalho não falta: filhos, casa, marido, “silviço”. Os meninos estão na fase mais teimosa e irritante do planeta, mas, o que consola é que um dia acaba. E, então, eles serão lindos e fofos e deliciosos e bem educados! Será?
Olha, esse ultimo item dá uma mão-de-obra sem tamanho. Não diga que eu não avisei!
Isso sem falar nas moçoilas que já andam se dando bem com o mais velho e que, em breve, virarão a cabeça do pobre e farão dele o ser mais feliz e mais miserável do planeta!
Eu acho que não tô preparada, juro!
Da primeira vez que ele me contou, eu passei a noite insone, querendo saber onde tinha ido parar o meu menininho...eu sou bocó, vc sabe.

Prazeres também não têm me faltado. Bons amigos sempre perto, boas comidas, bons livros, bons filmes, boas risadas, carinho da família...embora a gente seja um bicho estranho mesmo e sempre dê um jeito de botar um defeitinho aqui, descolar uma lacuninha acolá, dar de cara com uma frustraçãozinha logo adiante, mas isso não tem me incomodado.

Eu?
Eu to bem. Comendo bem; dormindo pouco, mas bem; trabalhando muito; em dia com a minha saúde; tomando conta das minhas compulsões; vigiando meus vícios; corrigindo a postura; cuidando dos dentes, do corpo, da pele e do cabelo. Aquele papo de cuidar bem do templo, tá sabendo? Hahahaha
Tratando de tentar mobiliar a cabeça, compreender melhor quem e o quê tá perto, sentindo falta de quem tá longe, tentando alumiar o espírito e não cair em tentação!
Mas esse capítulo da tentação a gente já desenvolveu até enjoar...vamos deixar pra lá!
Afinal, esse email é publico, sua chata!

Como disse alguém, de quem não vou me lembrar, o negócio é “manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração feliz”. Se bem que essa mente quieta me dá uma sensação de coisa que embolora, dá mofo...Então, a minha frase deve ser: “manter a espinha ereta, a mente inquieta e o coração feliz!”.
Ah, estranhou que eu não saiba de quem é a citação?! Esse é outro avanço...da idade, né, Lu?
Não sei mais os meus contatos de cor, ando abraçada ao celular e à agenda, senão a coisa desanda! Mas isso não se deve só ao meu alemãozinho. O advento dessas modernidades prejudicou bastante os meus processos de memória!

Eu?
Eu ando desiludida como o quê com essa lambança governamental, sem fé nenhuma nos homi. Confesso que tava achando tudo isso uma tristeza só, mas depois entendi que esse talvez seja o momento da virada, a hora de acordar, de fazer alguma coisa que eu ainda não fiz.
Meus projetos estão consolidados e, agora, ta se aproximando a hora de partir pra uma coisa nova...outra vez! Eba!
O quê? Ainda não sei, mas to matutando.

Eu definitivamente não ando me entendendo bem com aquela nossa amiga. Ela ta numa fase impossível!
Agora, acha que o melhor da vida é consumir. Qualquer coisa cara e fashion, que vc sabe em que nível de peruagem ela se encontra, né, amor? A última dela foi um carro que ela não quer nem andar! Fica pedindo pra gente ir buscá-la...não agüento!
Mas há de passar.

Quê mais? Eu quero que você esteja aqui em Maio deste ano.
Por quê?
Porque temos o que comemorar: 10 anos de casamento e 40 anos do André. Duas proezas!
Então, venha.
Eu paguei o mico de escrever email pra você no blog, tá paga a aposta.
Agora, venha!

Muitos beijos em vc, no maridón e na barriga

Amor

Bela da Lu

ps: o tal do físico indiano deu uns nozinhos aqui. Tô enrolada...vou ter que ler mais sobre o assunto. ;o) Você sabe alguma coisa sobre os peptídeos e aquela coisa de receptores? Dá uma luz ai!

sexta-feira, 10 de março de 2006

Alucinações & Alumbramentos


A pessoa fica de tititi com as amigas, até 4 e tanto da matina, sabendo que tem plantão no outro dia cedinho, como se as conversas fossem definir os rumos da humanidade!

Dorme pouco, acordar cedo, num sábado chuvoso, e encara um dia inteiro de trabalho chaaato até osso, tendo meia horinha pra almoçar sabeseláoquê, e ainda tem que rezar para sair...

...isso pode ser um inferno se vc não levantou ouvindo Paulinho da Viola!

Mas A Cultura é boa comigo (adoro mantrar isso! Quem sabe assim Ela nunca vai deixar de ser, né mesmo?) e me deu uns Cases da Logic pra guardar zilhões de CDs, que eu abro, feito I Ching, pra saber o que eu vou ouvir!


***



Recebi isso por email ontem...



Alumbramento
Djavan - Chico Buarque/1979
Gravada no disco Alumbramento - Djavan - EMI Odeon

Deve ser bem morna
Deve ser maternal
Sentar no colchão
E sorrir, e zangar
Tapear tua mão
Isso sim, isso não

Deve ser bem louca
Deve ser animal
Hálito de gim
Vai fingir, vai gemer
E dizer: Ai de mim!

E de repente deve ter
Um engenho, um poder
Que é pro menino fraquejar
Alucinar, derreter

Deve estar com pressa
E partir, e deixar
Cica de caju
No olhar do guri
Por aí
Deve ser

Eu acho uma das palavras mais bonitas da nossa língua. Ainda mais sabendo que vem do espanhol, alumbrar, que é iluminar...num é lindo?

Mas ouso discordar do meu Chiquinho-mais-do-que-lindo e de quem mandou.

Melhor que "cica de caju no olhar do guri" é perceber num olhar a transparente felicidade de quem não tem pressa e sabe cultivar.

Ui, que filosofada de boteco, fala a verdade!
Lu, minha nêga, pra nós só tão faltando as mesinhas e as garrafas!

***

Ano de Copa, né?

Cês ficam tomando Olé da vida também ou só sou eu?

quinta-feira, 9 de março de 2006

Vadiice, vadiagem X vaziice, vaziagem

Leiam a ROMA, pelamordedeus misericordioso!

Olha, tem coisas engraçadas nessa vida.
Uma delas é sentir que uma pessoa ressoa você.
E que você, algumas vezes, termina ecoando aquela pessoa.
São coisas boas de se descobrir, viu?

Vazia e Vadia...amei!

Também ando tããão de saco cheio dos protocolos e das exigências formais!

...that's all Folks!

Rosebud

A criatura chega ao trabalho correndo, atrasada porque perdeu a hora num banho de Cleópatra, antes das 6 da matina. Sem tomar café, vem degustando o seu iogurtezinho natural diet/light básico pelo caminho, quando dá de cara com o Melhor Amigo Gay de Todos os Tempos (sic dele mesmo). E ele tasca essa:

“Belinha, tu ta com cara de quem comeu fato* achando que era trufa branca, hein, fofa?”


Tiveram que secar minhas lágrimas, me dar água, abanar, arrumar uma cadeira, antes que a falta de força das pernas me levasse ao chão...de rir, amores!


Thanks God!!


*é...ele é baiano. E fato é o intestino de algum animal.

***

É dele a pérola que posto a seguir, em resposta a um post antigo:

“Onde andam os homens do quilate de Brecht?
Onde andam os irmãos de alma de Machado, Pessoa, Chesterton?
Aqueles com a leveza de alma de Quintana?
Com a simpatia solitária de Drummond?
Com a veia “bon vivent” de Vinícius?
Com o gênio genial de tantos homens do passado?
Brilhantes e sarcásticos como Welles que aos 23 aninhos teve a brilhante idéia de assustar todos os bundões americanos com aquela transmissão de rádio da invasão alienígena, sem falar de Cidadão Kane, my Rosebud!
Cadê os caras que não perdiam uma fala, não pulavam um pensamento, não perdiam uma deixa, feito Wainer, Getúlio, Lacerda? Como naquele livrinho magnífico que me emprestou?
Aqueles que derramavam elegância como Humphrey Bogart, Paul Henreid, Gary Cooper? Ou os cowboys gays chiquérrimos, metidos a machos (e silenciosos!), da estirpe de John Wayne, que faziam desfalecer as virgens e as vovozinhas?
Cadê aqueles sujeitos de alma poética, sensíveis à chuva, tísicos, de hábitos noturnos, observadores atentos da vida?
Cadê aqueles que morriam de amor, ma Belle???

Pergunto pelos sabidos da nossa raça. Não entro na ideologia de cada um.
My Rosebud, eu sinto falta de ver um cara desses passar na rua, simplesmente.
Devia ser um espetáculo!”

Deixa eu explicar...primeiro que a gente se chama de nomes especiais, digamos, desde a adolescência. Imaginem os ataques que eu tinha cada vez que ele me chamava assim: My Rosebud! Eu odiava!!

Eu sempre o chamei de Mon Beau, porque ele é mesmo um fofo e uma verdadeira escultura grega!

Pra me consolar, ele jura por Deus que Rosebud, a palavra que o Cidadão Kane fala antes de morrer e que ninguém no filme explica, é o nome de uma mulher divina-maravilhosa-deliciosa-purpurinada-poderosa. Segundo ele, só existe essa explicação para um sujeito pronunciar um nome destes no último suspiro.
Hahahaha

E na tradução feita por ele, o nome, ainda por cima, é um código que descreve a relação ideal. Prestenção: “ROSE + BUD: é uma flor, uma rosa, na acepção da palavra + É uma amigona, simpaticona, companheirona, amigável, amiga dos amigos + É, perigosamente, numa analogia, a parte da Marijuana que contem mais THC, portanto, faz o cara viajar, tirar o pezinho do chão! Quem podia querer mais?”

Eu já disse que quando ele mudar de idéia a gente casa.
Sou zerinha, peguem a senha!

***

Agora, tomem uns golinhos de Brecht, tomem...

“Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.”
(Nada é impossível de mudar - Brecht)


“Em vez de serem apenas bons,esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor:que a torne supérflua!

Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!

Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio.”
(De que serve a bondade – Brecht)

***

Ontem, meu filho caçula teve uma lembrança repentina e sem razão do nosso ex-cachorro, o Choppo ( fala-se txôpo).

E se deu o seguinte diálogo:

Filho 2: - Mãe, onde ta o Choppo?
Mãe: - Não sei, amor.
Filho 1: - No céu, oras.
Filho 2: - Ta nada. Eu acho que ele ta num hospital, onde tem um monte de médicos de cachorro e eles descobriram que tem uma técnica pra consertar os ossinhos e fazer o pelinho dele voltar pro lugar. E ai, eles vão pegar o Choppo e levar ele lá em casa e dizer assim: “Agora vocês podem mandar embora essa tal dessa Gaia”.

Gaia é a nossa cadelinha, de 6 meses, por quem ele, aliás, morre de amores!

E eu, que sou besta, marejei os olhinhos.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Manias & Cenas dos últimos capítulos


Guarda baixa + oponente atento = LONA!
Sabe aquela na ponta do queixo? Então...
***
Comunicar decisões é sempre complicado, né mesmo?
Eu fico pensando na diferença que sempre existe entre o que a gente fala e o que o outro entende. As coisas poderiam ser tão mais simples sem essas desnecessárias palavras...por que mesmo a gente ainda não desenvolveu outras formas de comunicação, hein?
Trasmimento de pensação tava de bom tamanho.
Eita bando de gente pouco desenvolvida, meu Deus!
***
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para estarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blog's aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog."

"Manda quem pode, 'bedece quem tem juízo"...eu não tenho lá muito, não...mas como eu sei respeitar hierarquia, porque eu não rasgo dinheiro, eu faço.
Sim senhora, dona
Mi.

1. Ler bula de remédio, mesmo que não seja meu, nem dos meus filhos. Se passar na minha mão, eu leio. Até meu acupunturista me liga quando precisa saber pra quê serve tal remédio que ele não conhece...um código nacional de medicamentos ambulante, é isso. Não tem gente que lê jornal no banheiro? Então, pra não desarrumar a casa, eu leio o que já tá lá mesmo. ;o)

2. Fazer 2, 3, 4 ou 5 coisas ao mesmo tempo...DDA. Já me disseram. Me poupe!
Já sei que rende menos, já sei.

3. Tomar banho quando acordo. Aliás, eu não acordo SE não tomar banho, eu acho...
Muitas vezes nem me lembro do caminho da cama pro chuveiro.
Ah! E lavar (atente para a diferença de apenas molhar!) o cabelo sempre que tomo banho, mesmo que isso aconteça 2 ou 3 vezes ao dia.
Banho sem cabelo cheiroso e molhado devia ter outro nome, porque não é a mesma coisa.
4. Eu amo cozinhar, então, tenho que ter panelas lindas. Pode até ser um mexido, mas em panela feia, comigo não tem nem conversa!

5. Ler 3 ou 4 livros ao mesmo tempo. Se um é muito pesado, eu escolho um outro bem bestão pra aliviar. Se tem um técnico, tem sempre um de poesia. Se tem um felizinho, eu escolho logo um bem trágico pra contrabalançar. Sei lá...de tudo um pouco, mas essa coisa de imersão total, pra ficar catatônica matutando...ah não! Acho que me contaminei pela cozinha: tenho que me temperar, sabe? (ah, e ler é pior que filme, TV & telefone juntos, pior que qualquer coisa. Eu fico burra, surda, muda. Nem adianta falar comigo)

Recrutados:
Jerico, Cabral, Dom Afonso, AHC, Lícia
ps: Mi, não espalha, mas eu tb durmo de edredon toda santa noite!

terça-feira, 7 de março de 2006

Cuidadooooo!




...com esse tal de site meter.
Ele não merece confiança...ou o povo que passa aqui não fala nada de propósito?
582 visitas em 10 dias é coisa pra chuchu!
Não botei fé!

***

...com a Mi e com a Lu!
Essas duas tem uma parceria pra lá de instigante.
A Mi te deixa tão a vontade que é capaz de vc dizer a cor da sua calcinha, logo no primeiro bate papo.
Da Lu, eu não sei dizer o que é...mas ela tem um jeitinho doce e forte ao mesmo tempo.
Ela bate forte e assopra morninho...um perigo!

As duas te sacodem e jogam pra cima. Sempre pra cima!

(Mequinho, d'ocê eu ainda não sei o que dizer...leva um tempinho, cê sabe...eu sou lerda!)

***
...com os poemas do Jerico!

"Pra bom entendedor...", sacumé?

Começando o dia bem, depois da noite insone!

Queridos,
Bem sei que a vida moderna não deixa tempo para a leitura de bons livros. Assim, posto o resumo de clássicos da literatura que muito ajudarão a engrandecê-los culturalmente.


Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas. Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por issoNapoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.


Marcel Proust: À La recherche du temps perdu. (Em Busca do TempoPerdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas. Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá umbeijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo eescreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado? se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.


Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitânia. Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lheuma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.


Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, oleiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se emorre. Fim.


William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres,Oxford Press. Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente semachuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois debeber veneno, pensando que era sonífero. Fim.


William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press. Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.


Sófocles: "Édipo-Rei"- tragédia grega. Várias edições. Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.

William Shakespeare: Othelo. Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas uma anta por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.

- Essa veio por email, do Luiz!

***











Agora, vamos fazer um quiz rapidinho e básico.
A minha queridíssima e sumidíssima Roma não vale porque ela tá lá e deve saber isso de cor.

Qual é o título concedido pela Rainha à Camilla Parker-Bowles?







Duquesa. Tá certo!



Da onde???







DA CORNUÁLIA, OU CORNUALHA
(Traduções oficiais para o português do cornualês Kernow ou Cornwall, em inglês !!!! - E que ainda assim não perde a raiz chifruda!)

Essa rainha ainda tem muito senso de humor!!

segunda-feira, 6 de março de 2006

Caio, amado amigo

Nesses tempos russos de tanta coisa feia pipocando todo dia, toda sorte de malfeitos e malentendidos, de tão pouca humanidade e tanta ambição desmedida, quando fica cada vez mais raro encontrar atitudes e palavras profundas de verdade e sinceridade, fiquei muito comovida com o artigo dessa semana de Lya Luft, na Veja. E, pra falar a verdade, há tempos que andava lendo sem muito interesse, inclusive a coluna dela. Ainda bem que nada é pra sempre.
Além de Caio Fernando Abreu ser dos escritores que mais me emocionam, de ter uma coisa pujante e cheia de vida e inquietação em tudo que ja li dele, a cada nova informação, me encanto mais por esse gaúcho.
Cortei e colei, pra quem, como eu, já não su-por-ta a supracitada revista e, além disso, não poderia me sentir incentivadora da compra da mesma, né, queridos?

"Não preciso falar do escritor tocado de genialidade, justamente celebrado nestes dez anos de sua morte. Falo do amado amigo, quase um irmão mais novo. Era estranha aquela amizade nossa... ou deverei dizer 'é', no presente?
Caio Fernando Abreu nasceu um dia depois de mim, exatamente dez anos mais tarde. Eu era casada com um ilustre professor universitário e pesquisador, tranqüila mãe de três filhos; Caio, grande alma inquieta, era um andarilho misto de príncipe e alternativo. Ouvi falar dele muitas vezes antes de o conhecer. Guilhermino Cesar, crítico severo e erudito, disse-me dele: 'Escritor não nasce pronto, mas Caio é uma exceção: aos 20 anos produz um texto em que nada há para melhorar.'
Conheci Caio em minha casa, em Porto Alegre, onde me visitou com meu amigo Luciano Alabarse, diretor de teatro, que havia pedido: 'Quero levar seu romance Reunião de Família ao palco, e só há uma pessoa capaz de adaptar esse livro: Caio Fernando.'
Alguma coisa em pessoas tão incongruentes como Caio e eu transcendeu todas as diferenças, e imediatamente nos tratamos como irmãos. Demos muitas risadas, falamos coisas loucas e profundas e engraçadas, nos comovemos às lágrimas, e naturalmente dei minha autorização.
A adaptação de Caio foi magnífica, a peça, montada, foi um sucesso, e a partir dali passei a entender melhor meus personagens, com seus labirintos e dramas existenciais, agora vistos em carne e osso.
Nossa amizade estava decretada. Ficamos em contato. Carta, telefonema ou raro encontro eram simples continuação de um diálogo nunca interrompido. De São Paulo ou Amsterdã, ele me escrevia, com assiduidade ou em longos intervalos. Algumas vezes relatava suas lutas e dificuldades, momentos bons ou pobreza e solidão. Em outras ocasiões, com um pouco daquele seu humor tão peculiar, escrevia: ' Ando casto e em paz. Rego minhas plantas, escrevo cartas, faço poemas. Pareço uma recatada velha dama inglesa.'

De mim, dizia com muita graça: 'A Lya, com aqueles cândidos olhos azuis e jeito de mãezona, não tem idéia do que escreve, tanto mistério e dor. Aquilo deve ser tudo psicografado.'
Quando ele adoeceu, li seu artigo revelando sua condição, num dos mais admiráveis testemunhos de humanidade e coragem que conheci neste mundo hipócrita. Perto do seu fim, tivemos duas experiências de amizade destinada. Numa delas, jantávamos juntos, num restaurante discreto perto da casa dele. Caio de repente segurou minha mão por algum tempo, depois disse: 'Eu sempre vivi como quem quer se matar. Agora que sei que vou morrer...como eu amo a vida!' Nada melodramático, nenhuma autopiedade, apenas dolorida constatação.
Quando ele já estava definitivamente no hospital, quase não recebendo visitas, eu tinha notícias constantes através de amigos ainda mais chegados, como Graça Medeiros. Um dia ele quis me falar, então telefonei. A voz de Caio, inconfundível, era quase a mesma. Falamos duas, três banalidades, e então ele perguntou, direto: 'Lya, o que você acha que vai acontecer comigo quando eu me libertar deste corpo?'
Seria indigno dizer algo falsamente consolador a alguém como Caio: nem ele nem nossa amizade nem o momento mereciam isso. Respondi, na maior simplicidade, aquilo em que acredito: 'Acho que, livre desse corpo, você vai ser pura intuição, e enxergar num deslumbramento tudo isso que passamos a vida procurando entender, e sobre o que escrevemos tanto.'
Ele fez um silêncio breve e voltou à carga, num misto de angústia e carinhosa provocação: 'E se não for assim? '
Assumi o mesmo tom: 'Ah, meu querido, se não for assim, nós dois vamos virar uns diabos bem perversos, e vir fazer toda sorte de malandragem neste mundo!'
Sua risada soou no fio do telefone, linda, clara, forte como nos tempos de saúde. Foi nosso último contato: ele morreu dias depois. Mas está comigo, como outros seres amados que se foram sem realmente partir."
Pra quem quiser saber mais um pouquinho, a 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 9 e 19 de março, vai lembrar os dez anos de morte do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1949-1996). São seis lançamentos ligados ao autor, como a compilação de contos e crônicas Morangos Mofados, seu mais famoso livro, as novelas Triângulo das Águas, a antologia Contos Cruéis, que inclui o conto Sargento Garcia, e a coletânea Caio 3D, três volumes que contemplam a obra de Abreu nas décadas de 70 a 90, reunindo crônicas, contos, poemas, depoimentos e cartas de Abreu, que este ano será lembrado ainda no cinema e teatro.
***
Ando relendo os meus escritos mais antigos e, juro por Deus, tive uma breve crise.
Não ando nas minhas melhores fases criativas e ainda por cima, o meu desencanto, politicamente falando, tem se refletido aqui... mas, como acabamos de ver, até Lya Luft tem dessas coisas! hahahaha
Prometo mais empenho e dedicação ( isso é muito mais pra mim do que pra vocês, sabe comé?).

domingo, 5 de março de 2006

Enquanto isso...na casa de Fifi...

Fim de semana para mudar o mood de qualquer um.
Primeiro, um reencontro com os amigos, ao som do mexicano Cori, privatezíssimo! Uma dilícia!
Hoje, um dia que começou cedo e quente apesar das nuvens. Comprar peixinho fresco, manjericão idem idem, aspargos verdinhos, umas costelinhas de cordeiro...e a cabeça imaginando o que sairia dali.
Almoço pros primos queridos e devidos adendos tão queridos quanto: nós, PH, Clarissa & Rosa, João, Lola e Valentina, na casa de Fifi e tio Clarinhos, com Henrique devidamente presente no barrigão da Lola.
"Cordeirinho de Deus que tirai os pecados do mundo" ao vinho tinto, perfumado com alecrim, cravo e canela e...ja começo a me lembrar do Dom Afonso e suas receitas.
Filet de Surubim, lindo, claro e alto, com muuuuuuuito azeite de oliva, manjericão, vinho branco ( gotinhas apenas!), limãozinho...huuum.
Purê de batata doce, um risotto com creme de leite fresco e agrião, saladona lindona, com molho de alho, mostarda de dijon e queijo frescal, com umas passas claras sem caroço pra dar uma adocicadinha.
Tudo lindo, vamos testar se ficou saboroso...imaginem...ficou divino, modéstia à parte.
Papos ótimos, saudades grandes.
Engraçado como a gente se vê pouco apesar de se gostar e se entender tanto. C'est la vie.
Mas esse almoço marca uma retomada pra mim.
Ano passado deixei de conviver com muita gente que eu gosto muito, esse ano eu não quero deixar isso passar assim. Pra quê, né?
Num tem porquê.
Então, declaro aberta a temporada de convivência com os queridos todos!

Ass: Cocó

***

Antônio querido,
Eu, muuuito retardadamente comecei a ler "A física da alma", de Amit Goswami.
Ele é Ph.D, professor titular de física da Universidade do Oregon.
É aquele cientista indiano que aparece no "What the bleep...", sabe?
Deepak Chopra diz que ele é "uma das mentes mais brilhantes do mundo da ciência"!
Muuito interessante, tô mergulhada e achando ótemo!

Mas o mais engraçado foi encontrar um camelô vendendo o filme (pirata, é óoobvio!) com a seguinte tradução:
"Do que é feito a gente", assim mesmo, com essa bela frase!(ui!)
Quando perguntei se era What the bleep (pensem a manobra que tive que fazer pra explicar!), ele me disse: "ó, o menino-lá que faz as cópias me disse que o nome mesmo do filme ele não podia botar porque tinha um palavrão. Tipo assim: "que merda é essa!" Tá ligado?!"
HAHAHA

***

Quer coisa melhor do que descobrir que se você juntar os seus amigos fica fácil botar pra frente um projeto que tava engavetado há tempos e, ainda por cima, isso resolve um monte de outras questões que estavam pesando uma tonelada???
Eu tô terminando de alinhavar as idéias, mas, assim que a coisa tomar corpo, eu conto tintin por tintin.
Num se avexem.

***

IIhh, gente, hoje tem Oscar!
Eu não sei se ainda tenho paciência, nem se o meu sono vai me deixar assistir.
Mas, confesso que tenho alguma curiosidade...nem eu sei bem "por causo di quê!".
Fala sério, aquela cerimônia toda traduzida simultaneamente é boring to the max!
Pensando bem, minha caminha tá me chamando...edredon tá convocando...travesseiro sussurrando palavras moles e mornas...(bocejo)...Me contem amanhã.

***

Esse mundo virtual é surpreendente, né não?
Agora, fiquei eu comovida como o diabo, como diria o poetinha, pela saída de casa da filha do André.
Um homem desses, que chora assim, num comove qualquer coração?
Digam, Roma, Mi & Lu?
ô, meu Deus!
Querido, não chore assim, não!
Sua filhota há de ser muito feliz!
"Fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais.
Vamos lá fazer o que será!".
Acho que é esse o lema, viu?

quinta-feira, 2 de março de 2006

Ronaldão...

"A gente tem é que viver bem todo dia, com as pessoas que a gente ama, cercado dos amigos e não querer mais do que é possível. Essa coisa de colecionar agonias não dá certo!"
Quem disse isso foi um querido amigo, meu Iron man pessoal, meu herói da resistência, da força, da determinação e por Nossa Senhora do Otimismo abençoado. Vencedor de um câncer há poucos meses, agora se vê abatido pela perda do genro, pelo sofrimento da filha tão jovem e, como o marido, cheia de planos...um bolsa fulbright aprovada, viver um ano em Washington, fazer uma grande festa de casamento, ter filhos...uma casa recém comprada, reformada e muito pouco curtida. E a falta e a dor que jogam Ana Luisa no chão, parecem amplificadas no peito do pai, meu amigo hereditário.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Pensamentos quebradinhos...

...que nem Quinua (foto) que é quebradinha toda, mas é linda, né mês?

Hoje eu num tô pra conclusões, me deixem!
***
O que vem a seguir é a Ticcia!!!
Num tem gente que parece ser a sua tecla SAP num determinado momento?
Entonces, c'est ça!
"Piso em falso no chão que ora firma, ora deliqüesce, tento existir em verbo futuro, inverto o peso do corpo, suspendo a alma no muro, bato as asas que não tenho para fazer da rastejância de musgo um revoar leve de plumas sobre teus ombros. Pedras, lascas, seixos e prendo no peito uma ânsia de colo quase em mar de olhos. É preciso quase te perder, eu sei, é preciso que quase me percas: o terror amargo do sonho inventado, do caminho refeito de pés descalços precisam voltar e pousar em nós e nós precisamos achar a boca e as mãos um do outro. Estendo a língua em silêncio e espero que a hóstia venha, ferrão ou pétala."
***
"O número total de dias contidos em 70 anos é 26.250, dos quais nenhum deixará de reproduzir acontecimentos diversos dos restantes. Logo, o homem é acaso."
Quem disse isso foi o grego Heródoto, no século V a.C, quando nem mesmo o tempo era contado da forma que fazemos hoje. Setenta anos era o limite máximo admitido para a vida humana de então.
Hoje, 25.567,5 dias = 70 anos e pelo menos dois dos meus avós já passaram a marca dos 80, que eu sinceramente só desejo alcançar caso esteja lúcida e saudável como eles.
Antigamente havia meses intercalares, já que a medição de tempo era feita pelos ciclos lunares e, sendo muito falho, havia que ter alguma forma de compensar os dias que foram pulados, para que as estações começassem na época certa e não acontecessem anos errantes.
De alguma maneira os Egípcios escaparam da tentação da Lua e conseguiram fazer o primeiro registro do ano solar, definindo-o como uma forma prática e útil de organizar a vida. E foi deles que partiu a orientação para o nosso arbitrário calendário gregoriano.
Isso não te bota pra matutar?

Eu fico maluquinha da silva quando encontro esses assuntos e só podia me lembrar da conversa de Dom Afonso e Roma ontem... quando vazaram o tempo e vagaram pelas encarnações!

Aliás, só a afirmação do grego lá em cima já bastava pra me encafifar: O homem é acaso!
Uia que forte!

Meditemos... (hahaha...cês conhecem a piada, né?!
Num guento, pequenos gafanhotos!)

***

Chega de preâmbulos sérios.

Hoje foi a minha volta ao trabalho.
O povo me olhava e dizia: Belinha, que saudade de vc! Tá preta, hein?
E eu: gente, eu morri de saudade de vcs...não deixei de pensar nessa empresa um dia que fosse. Lá em Moreré, então, vocês não tem noção do quanto eu me lembrei de vocês!

E o povo morreu de rir! E eu também! Lógico!

***

Tá na hora de ir pra cama.

O Horário de Verão acabou, mas eu ainda madrugo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Diário de Moreré


Essa é a vista da parte de Moreré onde eu quarava ao sol e na salmoura, como bem disse a minha amada Roma. Na hora do sol mais cruel, eu me resguardava na sombra das amendoeiras, onde era muito bem tratava à base de água de côco e delícias regionais como lambretas, ostras, lulas, lagostas, camarões... uma vidinha bem 50%, como vocês podem perceber.
Depois daquela ponta de areia, andando mais um pouquinho, você cruzava um rio e estava em Boipeba, a parte mais movimentada da Ilha, lugar, aliás, pra onde somente fui na passagem de ida e volta. Nesta praia é possível andar um quilômetro, dentro do mar absolutamente azul, com a água pelo joelho, quando a maré está alta. Na baixa, dá na canela!
Em frente à essa praia, logo depois das piscinas naturais onde mergulhamos num mundo colorido, azul e silencioso, um maluco colocou um bar flutuante que é uma coisa de cinema.




Essa é a vila de Moreré. Ali vc encontra os nativos que escolheram esse pedaço de paraíso para viver da pesca. Entre uma parte e outra, você passa pelo inacreditável Zen, restaurante francês dos meus amigos Iann (um franco-português de alma e sotaque baianos), Olivier (um suiço-francês inacreditavelmente moreno e lindo!) e Pascoal ( um suiço-alemão que peca no português, mas esbanja simpatia).
Quando descobri esse lugar, num deck bem decoradísimo com mesas dispostas como se estivéssemos num navio, arranjos de vela com elementos da região e um cardápio maravilhoso, a trilha sonora era um acid jazz da mais alta qualidade!
Parecia mais um sonho no meio daquilo tudo e eu demorei mesmo a crer.
Isso tudo sem tecer maiores comentários sobre a Pousada do Colibri, do meu querido Jacques, um suiço-francês já completamente mesclado pela baianidade, onde fiquei num dos 5 chalés disponíveis, em meio a Mata Atlântica preservada. Ali eu acordava no alto de um monte, rodeada por bromélias, mangabeiras, coqueiros, amendoeiras, ingazeiros, samabaias e montes de beija-flores! Com a inacreditável vista da maré baixa em Moreré, às 6 da manhã, quando se avistam pontas de areia e recifes que resguardam a Ilha. Era recebida para um café da manhã, onde Jacques me fazia todas as vontades possíveis, me paparicava e me contava em francês a sua saga de 15 anos naquelas areias brancas. E onde o fundo musical nunca era menos do que Louis Armastrong.
Lá conheci Dani e Eliane (filha e mãe, respectivamente), Tatti e Frank(casados).
Elas, paulistanas. Eles, baianos.
Quatro pessoas pra conversar todo tipo de assunto e dar muita risada... na melhor das hipóteses, sobre a vida, na pior delas, sobre política.
Acho que agora fica fácil compreender o meu sofrimento por sair de lá.
Anfan, mes amis,
Tô aqui, de vorta
E é isso que importa!

Olha a Belinha aqui, gente!

Eis que chega a hora do retorno. É preciso deixar pra trás a praia maravilhosa, os amigos novos e velhos, aquele clima envolvente, descontraído e quente da Bahia, a falta de horários e de compromissos e rumar ao Planalto Central. Vôo relativamente calmo, filho dormindo no meu colo. E não fosse por um comissário de vôo paulistano estressado e mal educado, teria sido ainda melhor. Mas desembarco em Brasília num céu cinza, sem sol, muito vento, aos 22º Celsius.

Depois de 10 dias de muito sol, muita água salgada e molequeira, mesmo que não tenha feito esforços pra matutar, no meio de tanta calmaria, a cabeça acostumada ao ritmo do ano inteiro terminou processando alguns quesitos que estavam pendentes por conta própria. E tomo uns choques nessa volta. O mais evidente deles fica por conta do mau humor e das caras fechadas em contraposição ao sorriso constante dos baianos. Depois, o excesso de protocolo, de distanciamento que se impõe aqui. Coisa de maluco pra um povo que no primeiro contato trata logo de lhe deixar confortável. E em seguida vem a questão do excesso de memórias que um lugar como aquele carrega, mesmo que se faça uma conta básica e fique claro que ali eu provavelmente não tenha passado sequer ¼ da minha vida. Veio a pergunta: como eu posso ter vivido ali tanta coisa em tão pouco tempo?

Pode ter sido a inconseqüência da adolescência, com a sede de descoberta que ela traz. Pode ter sido o lugar onde, por acaso, algumas pessoas de pontos diversos se encontraram. Pode ser que pelo espírito desarmado, em férias, eu estivesse mesmo disposta a viver sem limites. Mas o fato é que naquela terra eu vivi coisas maravilhosas que se mostraram registradas em muitos lugares e vivas, apesar do tempo.

Pra que servem tantas lembranças?
Aliás, como me perguntou recentemente alguém muito, muito querido: Pra que serve tanto sentimento?

Eu vejo serventia em coisas mais práticas, não havia me questionado nunca acerca da utilidade do amor e da amizade. Mas tem coisa mesmo que se impõe. Entonces, vamos lá.

Tenho amigos pra me salvar da corrente do comum e do razoável e que me empurram pra um lugar nem sempre quente e acolhedor, mas eles sempre me oferecem a possibilidade de que um dia assim será. E lá vou eu pela mão deles, buscando ver o não tão óbvio, avaliando o que está claro, me espantando com o grosseiro, me indignando com o injusto, me deliciando com seus cuidados e preocupações, me encantando com o espetáculo cotidiano da natureza dos homens e das coisas, mas buscando sempre o não-lugar comum. Com o raro prazer de identificar ali pessoas que me explicam e me confundem pelo meu bem, que me facilitam e me complicam, que se pudessem mastigariam pra eu engolir e em outras situações, colocariam, se pudessem, um enorme abismo ou uma gigantesca montanha pra eu transpor. E talvez a serventia dessas pessoas na minha vida seja fazer com que eu viva sem jamais deixar de prestar atenção. Que eu vença, passe adiante, alcance o degrau acima, dê um passinho a mais, mas nunca pelo caminho do mais fácil, mas pelo caminho que eu tenha escolhido, sempre com o apoio, mas nem sempre com a aprovação deles.

Já o amor, eu não encontro outra serventia pra ele que não seja o de me humanizar e me fazer ver que nunca, em lugar nenhum, haverá alguém maior ou menor, diferente, melhor ou pior do que eu. Pra mim o amor só me faz ver que somos todos absolutamente iguais. E se eu amo alguém mais do que outro alguém, eu me espanto, mas sei dar por isso muito bem. Já que esse alguém tão amado deve merecer o seu quinhão a mais de amor meu. E mesmo quando um destinatário do meu amor não faz por merecê-lo, eu sei que ali está a grande provação. Ali está o teste final do meu amor por aquela criatura que pode a partir dali continuar recebendo o que eu sempre destinei a ela ou apenas terá guardado em mim o que ele mereceria receber, mas não sabe administrar. O que só me mostra mais uma vez que somos todos iguais em sabedorias e bestagens: uns sabem administrar dinheiro muito bem, mas não dão conta com o amor, e outros sabem administrar amigos, admiradores, amantes e amados, mas não fazem um ó com um copo na administração dos seus bens.

Eu só me reservo o direito de entregar a quem sabe administrar bem o meu capital de amor e quem não sabe, mas de alguma forma o merece, um dia saberá que ele só ficou guardado, estanque, como diria meu Chiquinho lindinho “O amor não tem pressa/Ele pode esperar/Em silêncio/Num fundo de armário/Na posta-restante/Milênios, milênios no ar.”

ps: isso não significa que eu não me revolte, não chore, não morra de raiva da criatura inapta, na hora do vamos ver, mas depois passa. Eu sou uma lesma! hahahaha

Bom, meus queridos, voltei!
Nigrinha, cheia de “enégia”e mooorta de saudade de vocês.

Depois eu posto o que eu escrevi lá em Moreré. Aliás, eu indico fooortemente aquele lugar. Não deixem de ir se tiverem a oportunidade!

Ah! E pra quem leu, como eu, a autobiografia da Danuza Leão, não deixe de ler “Minha razão de viver – memórias de um repórter” de Samuel Weiner. Digamos apenas que é o contraponto histórico-político que falta pro livro dela.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Bela? É aquela Nêga Zen deitada na areia!



Se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por ai!

Tá me vendo ali?

Boipeba - Moreré... é lá que eu tô!

Até a volta, meus queridos!

Dia 27 a gente se fala.

***

Olha o meu I Ching:

50. Ting - O Caldeirão

Nada transforma tanto as coisas como o Ting.

É como mudar do cru para o cozido...em sentido figurado (que esse livro ta lotaaado deles!), são os efeitos revolucionários que resultam da colaboração de um príncipe com um sábio.

O Ting significa a acolhida do novo.

Esse hexagrama é, em termos de estrutura, o oposto de Ko (a revolução), no entanto, também significa uma transformação. Ko trata do aspecto negativo da mudança, Ting mostra o caminho correto para efetuar uma reorganização social. E como Ting remete à Ch'ien e Tui, ambos significando o metal, completam a idéia de caldeirão como utensílio sagrado de cerimonial e está associado às mais elevadas expressões da cultura ancestral.

Através da suavidade, os ouvidos e olhos tornam-se aguçados e claros. O suave avança e ascende. Alcança o centro e encontra correspondência no firme; por isso há supremo sucesso!

O homem superior corrigindo sua posição consolida o seu destino.

É favorável remover o conteúdo estagnado para poder seguir o homem de valor.

Seja cauteloso aonde você vai.

As alças do Ting são centrais para receber aquilo que é verdadeiro.

O seu Ting tem argolas de Jade mostrando o firme e o maleável complementando um ao outro, do modo adequado.

Ai, môDeus!

"Vô simbora" pra Pasárgada, lá sou amiga do rei!

Pra Beth




O que é belo não desaparece jamais: transforma-se em outra beleza.

Montes de beijos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Como se faz uma fama - Parte I

Descomplique-se...
VI - (DOUTORADO)O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da ramínea Saccharus officinarum Linneu, 1758, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindoimpressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera, Linneu, 1758. No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica,apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.V - (MESTRADO) A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida Pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

IV - (GRADUAÇÃO)
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

III - (ENSINO MÉDIO) Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

II - (ENSINO FUNDAMENTAL) Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

I - (SABEDORIA POPULAR)
Rapadura é doce, mas não é mole, não!!!

***
Como se o meu dia não fosse suficiente, minha caixa de email me bombardeia assim, ó, bem polivalente e "epilético" (como diria a Luzia!) :p

- "O caráter é aquilo que você é no escuro e também o que você é de dia, quando acha que ninguém está olhando." (Walter Clark).


- Total Solar Eclipse Gathering -
http://www.wildartists.com/sundance

- ORAÇÃO
O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranqüilas. Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias."

obs básica: sou só eu ou tem mais gente que num guenta essa parte "a Tua vara e o teu cajado me consolam"? Deus me perdoe, mas num tem Papa que me faça ficar séria nessa passagem!

- 3ª Visita do Dalai Lama ao Brasil

- Bacalhau gratinado com feijão

- Convocação!
Seguinte, pessoas:
Sábado, a partir das 18h, acontecerá a primeira edição de comemoração do NIVER DO VOVÔ (primeira pq ainda está de pé a super comemoração Dri x Uver no Sassá em março, não fiquem tirstes!). É na chácara dos pais do Juliano, sócio do Uver.

MODELOS SERÃO FOTOGRAFADAS NO LOCAL E PODERÃO SER COMIDAS APÓS A SESSÃO!!!

hahahahahahahahhahahahahahahahahaha
hahahahahahahhahahahahahaahahaha

Não se preocupem, não entrei pro time de lá, foram exigências do aniversariante dar as notícias assim!
Tio Uver resolveu juntar o útil ao agradável: precisa fotografar os 30 sabores de pizzas da pizzaria e, já que elas vão estar por lá mesmo, vamos ter que comê-las, regadas a chopps, drinks e butter music! Oh, q chato!

- O resumo Veja, Caros Amigos e O Globo.

- Discursossss ( muitos, vários e todos muito bons, como vcs podem imaginar!) do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de num sei quê, num sei onde...

E pra fechar com chave de ouroooo:

"SEMINÁRIO AYAHUASCA" - DIAS 08 e 09 de março - Rio Branco / ACRE
Em 04 de novembro de 2004, através da Resolução nº 5, o Conselho Nacional Antidrogas (CONAD) estabeleceu a criação de um "Grupo Multidisciplinar de Trabalho" (GMT) para o levantamento e acompanhamento do uso da ayahuasca no Brasil. Este grupo será composto por seis especialistas indicados pelo CONAD e seis representantes dos grupos religiosos usuários de ayahuasca.
O CONAD convida todos os grupos religiosos usuários da ayahuasca no Brasil, para o "SEMINÁRIO AYAHUASCA". O objetivo é realizar uma ampla consulta para a indicação de seis representantes dos referidos grupos, cujos nomes serão submetidos ao Conselho Nacional Antidrogas - CONAD, com vistas à composição do GMT - Grupo Multidisciplinar de Trabalho. A função do grupo será discutir diferentes aspectos relacionados ao uso da ayahuasca no Brasil.
INSCRIÇÕES
CONAD -
conad@planalto.gov.br


Quer dizer que, se houver, um dia, um serviço secreto que se interesse pela minha p'ssoa, os caras vão dizer que eu sou, pela ordem:

enrolada/complicada, mau caráter, tranceira, religiosa (meio herege), exotérica, comilona, "lébisca", razoavelmente bem informada, próxima do Lula e tomadora de Ayahuasca???!

Que be-le-za!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Mais uma listinha! Eba!

Uh baby people,
roubado e postado!


Perfil do consumidor, hoje

Ator: Jack Nicholson
Atriz: Anne Bancroft
O que você nunca faria: Muita coisa!
Pasta de dente: da Welleda
Parte do corpo do homem que mais gosta: Bunda e pernas
Cantora: Billie Holliday
Homem elegante: Humphrey Bogart
Homem bonito: Fábio Assunção e Benício Del Toro
Mulher bonita: Cindy Crawford
Comida: peixes e frutos do mar
Sonho de consumo: Um barco
Coisa que mais gosta de comprar: Guloseimas diversas
Mulher elegante: Rita Hayworth
O que você não usaria: Dentadura
Sabonete: Granado Líquido
O que vc gostaria de fazer hoje: Estar na Bahia
Que loja você gostaria de assaltar: A padaria do Olivier Anquier ou o restaurante Dom com os respectivos proprietário dentro!
Tipo de homem: morenão
Defeito: Impaciente e inconstante
Bebida: Água, café, Bordeaux ou Chablis!
Loja: DasPU
Refrigerante: água tônica
Flor: Gérbera
Revista: Gula, Caros Amigos, Carta Capital, TPM
Gênio: Dali, Picasso, Machado, Eça...ihh, muitos!
Cantor: Ben Harper & Bituca (pra ouvir sem ver!)
Pintor: Picasso, Dali, Klimt, Van Gohg, Gauguin
O que você não consegue mais ouvir: Tô ficando atoladinha!
Filme que você queria ver agora, sem ter visto antes: Blade Runner
Personagem da ficção: Charlie Chaplin
Herói: Wolverine
Uma das coisas que você gostaria de ter e não tem: Discovery (o carro!)
Caderno Cultural: Idéia
Programa de TV: Sessão da Tarde
Lugar que gostaria de conhecer: Turquia & China
Filosofia de vida: Seja o melhor que consegue ser
Cena mais sexy do cinema: O Paciente Inglês, com Ralph Fiennes e Kristin Scott-Thomas na parede!! Uh!
Que filme você gostaria de rever: agora?!...O Incrível Exército Brancaleone ou um do Jerry Lewis
O que você nunca comeria: aracnídeosss, cobra e cachorro
Salgadinho predileto: Croissant. Não gosto de salgadinhos.
Doce: Bavaroise de pêra geladinha com massa de amêndoas! Huuuum!
Diretor: ...es, né? Kubrick, Coppola, Scorcese
Quem você gostaria de namorar: segredinho!
Que livro você está lendo: Descobrimentos, do Eduardo Galeano
Se pudesse escolher um rosto pra você, qual você escolheria?: o meu com um pouco menos de nariz
Animal predileto: homem
Verdura: cenoura
Viagem que gostaria de fazer: Saindo de barco, da Grécia pra Turquia
Presente inesquecível: Um livro e meu primeiro carro
Amor inesquecível: Um da minha adolescência
O que nunca assistiria: filmes de terror e aqueles de pastelão from USA
Jornalista: Dora Kramer
Livro marcante: 100 anos de solidão
Canal de televisão: GNT, discovery e telecine premium
Pessoa engraçada: Luis Fernando Guimarães
Ator brasileiro: Ney Latorraca
Atriz brasileira: Fernandona
Como gostaria de morrer: rindo
Caneta: Lamy
Medo: de aranha e de ficar sem as pessoas que eu amo
Frase: Assim como são as pessoas são as criaturas
Restaurante: Alice
Modelo: Aquele Daniel Saulo que saiu do BBB...affffffe!
Humor: o meu? Fácil.
Poesia: Hilda Hilst, Vinícius, Murilo Mendes, Pessoa, Cecília & René
Em quem você tacaria uma torta na cara: na minha, algumas vezes!
Pedra: citrino (brasileira), granada e lápis lázuli
O maior crime: pedofilia e qualquer agressão às crianças
Profissão que despreza: matador
Profissão que gostaria de ter: artista com um bom mecenas
O que gostaria de fazer mas tem vergonha: cantar alto
Tatuagem: tribalzinha no antebraço direito
Chocolate: Nhá Benta
Santo: São Bento
Sonho: voar!
Show: Ray Charles, na Academia de Tênis. U2.
Time: Flamengo
Luxo predileto: viver bem
Coisa deleitável: cozinhar, cafuné e massagem nos pés
Jogo de Tabuleiro: Imagem & ação
Dia da semana: sábado
Praia ou Montanha? Os dois
Coleção: de amigos e de boas lembranças

Dando uma "sastifação"

Por uns minutos eu tive uma crise de pânico básica. Tentei mudar meu sistema de comentários para o haloscan e achei que tinha perdidos todos os que eu já recebi até hoje!
depois lembrei que não era bem assim...que eu tinha feito uma cópia do original do meu blog ontem mesmo...ufa!
Entonces, cês não podem ver, mas estão todos aqui guardadinhos, viu?

***

Rominha, seu pedido é uma ordem, beibe! Tô mandando!
Mas será que uma moça "muderna", assim feito vosmecê, num teria um servidor de email mais, digamos, generoso...?
Tipo Gmail? Esse seu ai me dá nos nervos, frô!

***

Lu, Mi, Mequinho,
óia que eu acostumo com coisa boa rápido demais...cadê vocês?

Já coisa ruim eu demoro mesmo pra aprender...cadê vc, Jeriquinho ?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Escritos quase mofados & atualíssimos

O tempo passa e tudo aquilo que tinha sido um sonho era agora a sua realidade.
Não podia mais brincar, não tinha tempo. Quase não ria, tampouco se dava ao choro. A não ser uma lagriminha ou duas no final de um filme, numa poesia, na musica ou na dor alheia. Sempre isso: a dor alheia. Era só o que a comovia. Não sabia mais mergulhar, não sabia se havia fundo, não via o fundo. Só temia o escuro e desconhecido que habitavam nela.

Tinha uma ligação estranha e forte com “o de fora”. Gente, bicho, mato, água, luz. Tanto faz. Podia ser obra de Deus ou dos homens, se tivesse alguma beleza, era o suficiente para comovê-la. Bastava ser feio e sujo, lúgubre, bastava ser triste. Podia ser sublime, rico, belo, sutil ou forte...era isso: era a força que residia em cada coisa. Era a fibra de que eram feitas, as coisas e as pessoas. Era isso que a encantava e a fazia virar a cabeça, olhar mais uma vez, ruminar meia dúzia de pensamentos, sonhar à noite, sentir o coração bater e a respiração faltar.

E era sobretudo ele. Ele que a fazia crer que bem no fundo, o desconhecido não era tão assustador e podia mesmo ser, na verdade, iluminado e belo. Podia ser uma viagem de felizes descobertas. E foi por ele que ela tomou coragem e caiu, vertiginosamente. E descobriu a força, a beleza, a sublime verdade da sua alma...Até o seu escuro era claro e translúcido. Nela não havia recanto que não fosse solar, por mais soturno, ainda assim, era um reflexo da luz do sol na noite escura. Pra ela não havia eclipse ou lua nova.

Ela foi a Lua Cheia, o Sol de Meio-Dia, o Crepúsculo, o Amanhecer, uma Lua Minguante e outra Crescente. Ela chorou de saudade, de tristeza, de dor, de ansiedade. Gargalhou da mais genuína felicidade, das mais inúteis bobagens. E soube, desde então, que depois dele, ela finalmente tinha conhecido a alegria e a tristeza, a vida e a morte, a sorte e o azar, o sutil, o leve, o descarado, o tenebroso. Tinha descoberto Ela.

Então, mesmo que mais tempo passe e ela nunca mais seja dele. Mesmo que aqueles dois pares de olhos negros jamais voltem a se ver como antes - deslumbrados, assustados, acolhidos e re-conhecidos -, a parte mais funda da alma dela vai sempre ecoar o som da voz dele, vai refletir fragmentos dele. E Ela nunca mais vai voltar a ser ela só.


***

Agora, se vc quer ouvir uma coisa que não vai te deixar sentado, com essa vontade de fazer nada...se vc quer um som que te bote pra cima...
Ouça Birdland, de Miles Davis, e eu quero ver o seu mau humor e essa emburração toda continuar ai!
Comece o dia com ele. Se arrume pra sair com ele. Tome banho ouvindo ele...
Não tem erro, pode confiar!
Se quer uma continuação: Angel, com Norah Jones, do álbum Nip Tuc.
E vá pra rua ou pra cama do jeito certo!
Se vc num tem, me mande um email que eu mando pra vc.
Pelo simples prazer de ver um sorriso estapamdo, um quadril balançante e um olho que brilha na sua cara!

Só me deseje bons sonhos...que eu tenho precisado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

indas e vindas

hoje estio,
ontem dilúvio,
e acima de tudo o sol quente que queima sem pensar no que me arde.
dentro é igual.


Isso é Rene de Paula Jr.

Antigamente eu tinha o prazer de receber esses drops de poesia e beleza todo santo dia (é que o blogger não me deixou publicar a foto). Depois, não sei se ele se encheu e nunca mais mandou pra ninguém ou se é pessoal e intransferível. O que importa é que hoje eu recebi novamente...e gostei tanto que trouxe pra vocês também.

Aliás, tem algumas pessoas que não me visitam há tempos...
Sim, isso é um puxão de orelha!
Sim, também é uma reclamação!
E sim, eu tô com saudade! :o)

***

Ah, começa dia 10.02 o Festival Nova Dança que comemora 10 anos!
Vai ser no Centro Cultural da Caixa. Acompanhem a programação que vale a pena.

***

Quem tá no sol?
Aproveite o finde por mim, tá bom?
Aqui a previsão é...chuva + chuva + ventos + nuvens + chuva.
Só me resta cozinhar, ler, dormir e comer, portanto, não digam que eu vou engordar porque eu simplesmente NÃO TENHO ALTERNATIVAS!

***

E eu tô muito estranha...existe PPM*?






*Psicose pós-menstrual

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Eu hein?!

Mas como tem gente mal educada nesse mundo, né mesmo?
Gente que não segura a porta, que não puxa a cadeira, que fala alto demais, que não cede a vez, que fala no celular em todo lugar, que não tem uma palavra de gentileza, de bom dia, de obrigada, que acha que pode fazer qualquer coisa em qualquer lugar. Gente que não tem protocolo, eu costumo dizer. E eu tenho a impressão de que essas pessoas desagradáveis estão tomando, se infiltrando e contaminando todos os espaços públicos.

Ontem, fui com marido trocar um edredon, numa refinada e cara casa de artigos de Cama & Banho, num shopping no centro da cidade. Sabe aquela coisa de presente bom, mas cafoninha, cheio de flores demais da conta... poizé.
Primeiro a terrível fila do estacionamento coberto, depois a saga do elevador/escada rolante. Como encontramos o primeiro, pegamos. Dentro do elevador, quatro adolescentes tomavam sorvete sentados no chão. Isso mesmo, no chão do elevador do shopping. De repente, o único macho na espécie se levanta e resolve agredir uma das fêmeazinhas, tentando a todo custo enfiar o sorvete na cara da pobre. E foi um festival de "empurra e grita e segura" entre eles, além das palavras de ordem das outras "amigas": lambuza essa mocréia!, no olho pra borrar a maquiagem!, estraga a chapinha, a chapinha!!!.
Eu sai o mais rápido que pude daquela caixa suspensa com doidos dentro. Chocada com a grosseria, com a falta de corporativismo entre as moças e sobretudo com a falta de educação!

Saimos comentando, mas logo nos deixamos entreter por outra cena inacreditável.

Primeiro preciso dizer que todas as lojas da cidade estão em liquidação, nada menos de 30% de desconto estampado em todas as vitrines. Vai daí que na porta de uma bela e grande loja, duas senhoras ( com aproximadamente 40 anos) debatiam sobre os adjetivos de um vestido que uma delas havia adquirido com o seguinte argumento, aos brados: "mas eu num disse pra você que era pra ficar com o lilás? Esse daí é cor de cú de raposa! da cor desse seu cabelo. que é a da cor da sua pele. Eu que não saio com você vestida assim! É o que, agora? Ta achando que é carnaval e vc vai sair na Sapucaí de Mico Leão Dourado? Você nem tá podendo, hein?"

Ao que a outra responde: " Tá falando o quê do meu cabelo? O problema é o vestido, o meu cabelo ou a minha forma?"

A primeira sentencia: "Forma de Kinder Ovo, né, fofa? Com cabelo alaranjado! E o vestido é péssimo!"

Eu passei meio abestalhada pelas duas( se elas são amigas eu não sei quem são as inimigas delas!) e minha cara não devia ser das melhores quando entrei na loja ao lado pra fazer o que finalmente tinha saído de casa pra fazer. Entrei e respirei bem fundo o ar refrigerado da loja, com cheirinho de lavanda, o que me deu uma breve renovação, digamos.

A vendedora vem sorridente e surpreendentemente bem vestida e bem maquiada. Me recebe bem, me mostra os artigos que solicitei. Me serve um café. Eu falo baixinho com meu marido enquanto ela se afasta em busca da padronagem correta do novo edredon: "que coisa engraçada. Se a gente não tivesse visto tanta falta de educação antes de chegar, talvez esse cafezinho e a vendedora que nos atendeu não tivessem a mesma graça."

Num sei vocês, mas pra mim, essa coisa de educação, de regras de convivência, de ser gentil, atencioso, cuidadoso, isso precede qualquer coisa. Acho mesmo que nunca entrei em algum lugar sem dizer bom dia, com licença, por favor, sabe essas coisas?

Que povo estranho...isso parece uma raça mutante, só pode.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Couch Surfing


Olha issooooooooooo!
http://couchsurfing.com/
Pros mochileiros de plantão!

Olhos, começos, msn e círculos

Hoje amanheceu como se estivesse acabando o dia. Um horizonte vermelho e um céu em degradê, em vários tons de laranja... e não era o crepúsculo...
Era a barra do dia mais bonita dos últimos tempos!

***

Ontem eu ganhei na megasenacumulada, beibes!!!
MSN com Mi, Lú e Fal não é pra qualquer mortal!!!!
E o melhor é que a gente se divertiu hor-ro-res!!!

***

Eu tenho uma sensação estranha de estar andando em círculos.
Como se não houvesse progresso nas minhas coisas, nos meus pensamentos, no que eu sinto já há tanto tempo.
Pode ser uma entressafra, pode ser uma TPM, pode ser uma nostalgia do ano que acabou, uma letargia de começo de ano ( tá, eu sei que janeiro acaba hoje!) mas não sei... Me incomoda e eu não administro bem, não.
Embora não seja muito dada a desânimos, mal saio do meu ancafifamento e já me acho assim?
Tô precisando de sol, mato, água, iodo...deve ser isso.

***

A Criatura faz uma propaganda danada de si mesmo, diz que vai fazer parte de uma mesa redonda com gente do mais alto nível, num programa nacional muito conhecido e coisa e tal.
A bocoió aqui senta e, resistindo ao sono acachapante, aguarda pelo início do embate...
Passa o primeiro bloco e nada acontece. No segundo bloco, nada.
No terceiro, uma intervençãozinha insignificante.
No último, nada outra vez.
Com que cara esse sujeito veio falar comigo hoje?
Ah, cê num sabe?
Jurando que era Carl Sagan!
Eu juro que fiquei achando que cochilei justamente na pergunta brilhantíssima que levou a discussão ao seu ápice e consequentemente disparou a audiência.
Eu, que num sou besta, já liguei pra lá e pedi o DVD com a gravação do programa.
SE eu tiver mesmo perdido essa indispensável participação do tal, juro que peço desculpas.
Mas, se não, ele vai receber uma cesta de café da manhã com ele dentro. Podem escrever.
É aquela coisa: Não adianta quebrar espelho. Mais cedo ou mais tarde você vai se ver.
Onde?
Se não por você...no olho do outro.

sábado, 28 de janeiro de 2006

Depois da tempestade...

...arrumar tudo pra ver se a vida volta pro prumo.
Bonança, meus fios, só se estiver a caminho e eu ainda nem dei por isso.
Eu ando naquele estilo:
Empregada nova começando a se adaptar.
Saúde se restabelecendo.
Casa meio arrumada/meio desarrumada.
Trabalho gritando.
Saudades da família toda junta.
Uma cólica daquelas da adolescência pra arrematar.
Uma chuva de vento, depois de dias de verão, que quase quebra as janelas e o resto da casa.
Meu estômago dando sinal de vida.
Meus sapatos pedindo por uma arrumação de ano novo, algumas doações e uns novinhos que já me comunicaram o desejo de assumir os postos vagos.
Papéis que se eu empilhar me cobrem.
Livros que enfileirados dariam a volta no quarteirão.
Terminar de comprar o material de escola dos meninos + uniformes + mochilas + lancheiras.
Vontade de mudança: não sei de quê, mas por via das dúvidas, fui lá logo e cortei o cabelo. Do longo no meio das costas prum chanelzinho desarrumado...amei!
Bom, e amanhã é aniversário da Jana ( a atual mulher do meu ex-marido, a 'boadrasta' do meu filho mais velho) e quem faz o almoço sou eu: Vatapá.
E segunda às 6h da matina tenho que estar inteirinha pra trabalhar.

...quando a bonança chega?

Já me disseram que é lá pro Carnaval e eu acredito: dia 16 entro no avião pra Bahia, com a família toda!, e só volto dia 1º.


***

Jerico ta melhorzinho das dores?

Rominha ta de volta ao Reino Unido?

Beth volta quando?


***

AH, LEIAM ESSE HOMEM!

MAPA
Murilo Mendes

Me colaram no tempo, me puseram
Uma alma viva e um corpo desconjuntado.
Estou Limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,
A leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.
Me vejo numa nebulosa, rodando, sou um fluído,
Depois chego à consciência da terra, ando como os outros,
Me pregam numa cruz, numa única vida.

Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.
Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,
Gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,
Alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem
Nem o mal.

Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,
Tonto de vidas, de chriros, de movimentos, de pensamentos,
Não acredito em nenhuma técnica.
Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,
É por isso que sai às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,
Depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim.

Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações...
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.
Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.
Triângulos, estrelas, noites, mulheres andando,
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção,
o mundo vai mudar a cara,
a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.

Andarei no ar.
Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,
Me aninharei nos recantos do corpo da noiva,
Na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.
Tudo transparecerá:
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos,
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres,
vibrarei nos canjerês do mar, abraçarei as almas no ar,
me insinuarei nos quatro cantos do mundo.

Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.
Detesto os que se tapeiam,
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens “práticos”...
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito...
Viva eu que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.
Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,
dos amores raros que tive,
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,
estou no ar,
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,
No meu quarto modesto da praia de Botafogo,
no pensamento dos homens que movem o mundo,
nem triste, nem alegre, chama com dois olhos andando,
sempre em transformação.


Murilo Mendes, um dos mais importantes poetas brasileiros, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 13 de maio de 1901 e morreu em Lisboa, no dia 13 de agosto de 1975.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

...mas a gente se diverte...

O sujeito muito engravatado e muito sisudo, com aquela voz convencional de radialista do século passado, entra no estúdio às sete da manhã. Lê normalmente as notícias nacionais do dia e quando começa o jornal regional, o cara espoca, literalmente, de tanto rir, carregando todo mundo junto.
Avalie se você também não riria:

"Frangos morrem na região de Feira de Santana, na Bahia.
Não foi cogitada em nenhum momento a possibilidade de ser a gripe das aves, pois o País não está em rota de risco e nenhum registro da doença foi encontrado nestes últimos anos, disse Aurino Soares, coordenador regional da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em resposta a uma dezena de mortes de frangos no distrito de Tiquaruçu, em Feira de Santana, a 109 quilômetros de Salvador. De acordo com o coordenador, após tomar conhecimento de que alguns criadores de frango da região teriam perdido algumas aves de forma misteriosa, uma equipe foi encaminhada para o local e, após uma conversa com os moradores (ou seja, os franguinhos não foram excaminados, sequer...), descobriu-se que a causa da morte seria estresse calórico, ou seja, que as aves estavam desidratadas pela exposição excessiva ao calor.(vieram de onde esses bichinhos? Do ártico? Porque frango nascida na Bahia num morre de calor, convenhamos!)"

Em seguida:

"Índios ocupam fazenda em Itaju
Um grupo de cerca de 20 índios da tribo Pataxó Hã-hã-hãe, com armas e dando tiros para o alto, invadiu a fazenda de Ozorino da Silva Santos Filho, na região das Alegrias, em Itaju do Colônia, a 499 quilômetros de Salvador. Os pataxós hã-hã-hães estariam reagindo ao cumprimento da liminar para reintegração de posse dos imóveis Fazenda Alegria e Conjunto Fazendas Reunidas Alegria, que estaria prevista para amanhã. A liminar foi expedida pelo juiz federal Pedro Calmon Holliday, da Vara Única de Ilhéus. "

...só na Bahia!


***

E os meus amigos, mais do que solidários e preocupados com as minhas indagações de ontem, começam a mandar respostas possíveis.

Olha esse email de antes das 8h da manhã...isso que é começar bem o dia.


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra
vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se
acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não olha pra fora, logo
se acostuma a aceder cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol,
esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus
porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá
para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus
porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone. Hoje não
posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser
ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.. E
a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as
coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais
trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em
que se cobra.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e
cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os
olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas,
tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali,
uma revolta acolá. Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e
sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira
fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda
fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente
se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, que se perde de si mesma.

EU SEI MAS NÃO DEVIA
(Clarice Lispector)

Foi o Luiz que mandou! Fofolete de Belinha, merci!
Num resolve os meus "pobrêma", mas dá uma luzinha da mais alta qualidade, amore.
Veleuuu!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

ûpidêitin

Dias de calor, mormaço, verão, calor, calor, calor e mais um pouquinho de calor pra arrematar.
Um sol baiano, um calor pernambucano, uma seca árabe...e amigos de vorrrta!
Ai que coisa boa! Quem sabe assim abandono esse meu período de encafifação.
Ah, mininas(Danae, MariMariMari, Marjô, Nai, Rái, Lu, Dri,Vanessinha, Marizinha, Tatinguinha), eu tava num deserto. Mentira! Tava no meio de uma muvuca de pensamentos, de onde ora saiam catedrais circulares barrocas, ora casinhas de taipa, ora barraquinhas de sem-terra de lona preta, daquelas beeem pobrinhas que nem papelãozinho nas laterais tem. Esse era o momento "Deserto de pensamentos"

***

Eu no meu intento de organizar melhor a casa, a família e o dia-a-dia...será que um dia a gente chega lá?
Ai, cansaço...

***

E eu com saudades de quem ta longe, de quem ta perto, de quem ta masômenos...
ao mesmo tempo enfastiada de coisas cotidianas, essas mais bestas, que num incomodam sozinhas, mas com um tantinho de qualquer mal estar viram um Ogro verde, enorme, gigante e que anda balindo palavras de ódio no meu cangote.
Que diabos de tanta coisa di-a-me-tral-men-te o-pos-ta a gente procura nessa vida??
E por quer diabos a gente tenta ainda mais manter as coisas da vida numa rotininha de fácil manuseio???
Acuma pode ser assim tão dissonante uma criatura?
Coisa mais discordante, desarmônica, meu Deus.

Conforme o elucidário gay: Minha Nossa Senhora das Contradições que me acuda!

***

Afora isso, o resto tá bem. A saúde recuperadinha, a família idem idem.
Filho mais velho volta amanhã com a contabilidade seguinte: 6 namoradinhas de verão.
E eu que me vire com a minha ciumeira maternal indecente!!!!

E filho caçula, que ganhou chapéu de mestre-cuca "lerrítimo",oferecido por um dos chefs mais higt tech da cidade( sorry, periferia!), aprendeu a digitar o próprio nome. Imagine quantos cartuchos já se foram de ontem pra hoje!!!

Depois eu posto a foto do garoto devidamente enchapelado!

***

Romíssima-amoreca, ai ai ai nós duas soltas nessa cidade, beibe!
Recebeu meu email?


That's all folks!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Enfim, o fim da Palmada

Câmara decreta fim da palmada
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto de lei que proíbe aos pais dar palmadas nos filhos, sob quaisquer propósitos, ainda que de caráter pedagógico. A proposta segue agora para o Senado, sem necessitar passar pelo plenário da Câmara. Quem for pego dando palmadas nos filhos ficará sujeito às penas previstas no Artigo 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente: encaminhamento a programa de proteção à família, tratamento psicológico, cursos ou programas de orientação e obrigação de encaminhar a criança ou o adolescente a tratamento especializado. São cinco os autores do projeto, todos petistas: Maria do Rosário (RS), Angela Guadagnin (SP), Selma Schons (PR), Luiz Couto (PB) e Fátima Bezerra (RN). ‘‘Os avanços obtidos pela sociedade brasileira ainda não são suficientes para romper com a cultura que admite a violência contra crianças’’, disse a deputada Maria do Rosário, que encabeça a lista de autores da proposta. (A Tarde – BA)

***

O castigo físico em crianças foi introduzido no Brasil pelos padres jesuítas no século XVI, causando indignação nos indígenas, que repudiavam o ato de bater em crianças. A correção, como explica a historiadora Mary Del Priore, no livro História das Crianças no Brasil, era considerada uma forma de amor. O excesso de carinho devia ser evitado porque fazia mal aos filhos. A relação entre os pais e suas crianças teria de ser o espelho do amor divino, segundo o qual, amar é castigar os erros e dar exemplo de vida correta.(????????!!!!!)

Vixi...Eu, como não ando de mãos dadas com o pensamento da Santa Igreja Católica desde que o meu cérebro metabolisa informações e forma opiniões, não podia imaginar que tivesse havido outra origem pra isso.

Dai, num estudo de Michel Foucault (1977), pode-se saber que o uso do castigo físico faz parte de um sistema de controle de uma sociedade investida do sentido da ordem e da lei. A vigilância enreda a todos, e não apenas as crianças. As instituições do século 18, ligadas por uma espécie de ‘rede’ de crenças, valores e hábitos, geraram um sistema de vigilância, controle e punição desde a família, até prisão, passando pela escola ou serviço militar. A educação tradicional era autoritária porque podia impor, todo o seu saber e poder para “torcer o pepino desde pequeno”. Era um sistema educativo que acreditava ser preciso formar um cidadão “disciplinado” para ser “dócil” a nova ordem moderna. Mas em nossa época denominada pós-moderna querer resgatar o castigo físico como método educativo, além de ser um contra-senso é uma prática fora de lugar. Os pais que ousam bater nos filhos, no fundo, carecem de palavras e de espírito democrático. Funcionam como o terrorismo que através de seu ato – bruto, rude, bárbaro - pretendem eliminar o sentido das palavras e o valor do diálogo na construção do verdadeiro sujeito.

Mas, países de 1º. mundo, hoje, “autorizam” pais e professores de usarem os antigos instrumentos de castigos (ou tortura) como palmatória, chicotinho, varinha, corda, cinto, etc. Uma amiga que viveu durante um ano na cidade de Lion, França, disse-me que são vendidos chicotinhos especialmente feitos para bater em crianças desobedientes. A Inglaterra que ficou conhecida internacionalmente pela experiência libertária da Escola de Summerhill, só suspendeu o castigo físico do seu sistema educacional em 1989. Recentemente (2004) o parlamento inglês voltou a discutiu a necessidade de aplicar castigos físicos como medida educacional legítima. Nos países escandinavos, embora a educação seja rígida, existem leis que proíbem os pais usar violência contra seus filhos. As crianças podem fazer denúncias, e assistentes sociais ficam de plantão para evitar essa pratica.

Não faz muito tempo que Cingapura, país de regime político autoritário e um sistema financeiro importante, localizado na Ásia, impôs uma pena judiciária de chibatadas a um jovem norte-americano que transgrediu as severas leis daquele país.

Apesar do liberalismo ‘oficial’ e aparente permissividade educativa dos norte-americanos, a maioria da população dos EUA consultada não apenas aprovou a pena judiciária de Cingapura para o crime de tráfico de drogas como gostaria que sua justiça também fizesse uso de castigos físicos para transgressores da lei. Para reforçar essa atitude repressiva, uma pesquisa divulgada declara que 61% dos pais norte-americanos aprovavam castigos físicos como uma forma de punição válida, e 57% disseram acreditar que até mesmo bebês de seis meses podem merecer uma surra!!!!!!

Digam se isso não caracteriza bem os pais daqueles psicopatinhas que andam armados nas escolas, treinando como se mata homenzinhos nos videogames e se dessenbilizando pra miséria e a violência humanas, digam!

Quando eu estive na França, era muito comum crianças tomarem tapas, apertões, beliscões e similares, publicamente. No meio da rua ou nas escolas, apanhavam de pais, parentes, amigos dos pais e professores.

Quase fui apedrejada em praça pública por discutir com uma mãe que andava com os dois filhos numa coleira e ao atravessar uma rua bateu violentamente no rosto do filho mais novo por ele ter avançado meio metro na faixa de pedestres. Os transeuntes gritaram contra mim palavras de baixo calão para complementar suas idéias: "ela tá certa, ela que é mãe que sabe, não se meta...".

E será que existe mesmo uma diferença considerável entre a palmada e um tapa na cara e demais agressões?

Será que pros nossos filhos a tal "palmada pedagógica" não é absorvida como uma violência como qualquer outra?
Se eu já dei palmada nos meus filhos?
Já. Mas não concordo e me arrependo.
Acredito que o castigo imposto, como deixar de brincar, não assistir televisão, não ter acesso ao computador ou não descer pra andar de bicicleta e uma boa conversa possam resolver sem maiores prejuízos uma questão disciplinar. Ainda, sei que eles têm o poder de compreender o que se fala e podem mesmo, desde muito cedo, aprender a se colocar e a argumentar.

Eu aprendi com meu primogênito que eles são pessoas distintas e completamente diferentes de mim, com todas as características fisiológicas, emocionais, espirituais e mentais diferentes das minhas. Mesmo que em alguns momentos sejamos muito semelhantes, mesmo que fisicamente sejamos parecidos. Eles são OUTRAs pessoas. E é a partir disso que saio pra construir a minha relação com eles. Sei cotidianamente da minha responsabilidade na sua formação, compreendo que é a partir de mim e da forma como mostro o mundo a eles, como digo e ajo, como eles vêem que são as relações humanas é que eles vão se construir.

Isso exige mais tempo e paciência, torna mais lenta a resolução dos problemas do dia-a-dia, pede que eu tenha mais poder de argumentação e compreenda melhor cada fase de cada um dos meus filhos. Isso tem como pré-requisito a minha capacidade de ouvi-los também, porque esse caminho não tem como única função a repressão ou o pagamento de uma dívida por mau comportamento. Indo por ai, posso confessar que já descobri mais de cada um deles e de mim do que eu poderia imaginar.

Para o psicanalista, professor do Departamento de Fundamentos da Educação (UEM) e doutorando na Faculdade de Educação (USP) Raymundo de Lima: "Educam bem os que usam bem as palavras e atos, acompanhados de olho-no-olho, de silêncio grávido de sentido.(...) Pais que falam palavras vazias, que fingem ser ‘amigões’, abdicando de sua autoridade de pais, podem estar cometendo uma fraude educativa. (...)Equilibrar palavras e atos assertivos, sem recorrer o uso de violência física, é fazer da educação uma arte e nova ética para uma nova geração que poderá ser mais democrática e mais feliz. "

E eu assino embaixo.



terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Fifi & Cocó

Oi, amores.
Quase uma semana sem postar...minha família ta toda derrubada por causa de um vírus louco que contamina tudo e todos durante 21 dias...o tal do rotavírus.
Não bastasse vovó, que deve ter alta do hospital hoje, "papai, mamãe, titia, cachorro, gato, galinha, família"...ta todo mundo de cama, literalmente. Entonces, eu mergulhei na Equinácea, que eu não sou besta, e fiquei enfermeirando.
Hoje tive uma folguinha e vim ver vocês.
Oi, Rominha. Tô viva, amore. Brigada pelos docinhos.

***

O Antônio Caetano, do Café Impresso, importou a polêmica do Intelligent Desing. Leiam que é fantástico, intrigante e coisa e tal. Eu a-m-e-i.

A Roma escreveu uma Saga...a da Maricotinha...corram lá!

E o Jerico viajou pro inverno Candense??? Foi pra Turquia em meio ao surto de febre do frango??? Ta na Bahia correndo do mosquito da Dengue??? Ta pegando uma onda na enchente em Mosqueiro???Alguém sabe???Alguém viu???


***

E o Verão resolveu invadir a minha terra. Brasília com céu azul, calor e muuuuuuuuuito sol. Graças a Deus, que o espírito tava embolorando.
Ontem levei o filhote pra piscina, de tarde. Uma horinha de farra ao sol e tcharã: tamos pretinhos. Assim, queimadinhos. Aliás, douradinhos. Quer dizer, pegamos uma corzinha diferente do amarelo pardacento. Ah, cês entenderam, vai!

***

Tô terminando o "Quase Tudo", livro da Danuza Leão. Aquela, irmã da Nara, que foi casada com o Samuel Weiner, mãe da Pinky, sabe?
Pois é. Ela viveu de tudo um pouco, dos anos 50 pra cá. É interesante, escrito numa linguagem bem coloquial, bem relax, como se ela estivesse sentada num café te contando a vida.
Deve ser por isso que a minha veia "Fifi & Cocó"* não me deixa em paz enquanto não acabar o dito cujo. Mas até agora ela foi elegantézima. Não contou quem fez aquela "prástica" e de fofoca mesmo só tem a história da calça dourada que a Kim Novak roubou dela. hahahaha. O resto pode até parecer fofoca, mas num é.
Tem um povo incensando a moça, dizendo que ela escreve bem pra caramba e tudo mais. Não é bem assim, mas relaxem e leiam que vale a pena ver, pelos olhos de uma mulher, tudo que aconteceu nesse país nos últimos 50 e tantos anos.

***

UHUUUU!

Meus amigos 'tão voltando pra casa. Não que eu não quisesse que eles tivessem uns dias de iodo grátis...mas é que essa cidade, em janeiro, debaixo de chuva ( "...a minha alma geme"), sem vocês, tava um in-fer-no!
Que nada. Inferno é animadíssimo perto disso aqui. Pra manter a linha da comparação, digamos que eu fiquei no Limbo por quase 3 semanas...e isso num se faz. Convenhamos.

Welcome back, amorecos de mi corazón!!!!


***

"Não existe o pecado do osso, só o da carne, então, se cuida, beibe"! by Fifi, parceira de Cocó, há poucos minutos ao telefone.

* Fifi & Cocó, copyright do Tio Clarinhos pra nomear Ana Felícia(mulher dele) e eu, que andamos "meio" grudadas nos últimos tempos.
Segundo ele e como podemos facilmente imaginar, tratavam-se de duas velhinhas lá de Aráras-RJ, que andavam coladas e tomavam conta da vida alheia. À título de esclarecimento, nos encaixamos apenas no segundo caso: grudadas, tá certo?
Que velhinhas e fofoqueiras são as vossas vovozinhas!